Sendo minha primeira postagem, achei necessário tentar esclarecer um pouco sobre o anarco-terrorismo numa visão geral de modo que facilite o entendimento e desmistifique algumas concepções, tendo que a palavra terrorismo na atualidade provoca algum desconforto e insegurança por parte da sociedade.
O terrorismo é tão velho quanto a humanidade. Os esconderijos da História guardam períodos em que o terrorismo e a angústia se confundiram em situações com vários aspectos semelhantes aos da nossa época. Isso reforça ao entender o terrorismo islâmico ideologicamente diferente do anarquismo, no entanto parecido na forma de agir. Como por exemplo, o ato do italiano simpatizante ao anarquismo Caserio que em 1894 matou o Presidente da França Sadi Carnot, ato que aterrorizou a sociedade francesa e mundial da época.
Através do Congresso revolucionário Internacional em 1881 Pyotr Alexeyevich Kropotkin falou da açao violenta como forma de propaganda, alguns anos depois atos com forte valor simbolico foi cometido contra o Guilherme I da Alemanha, o rei da Espananha e contra o rei da Italia. Na epoca a burguesia não compreendia as causas de tanto ódio e, a cada nova manifestação de violência, os que estavam em cima temiam um pouco mais a revolta daqueles de baixo.
O berço dessa vertente anarquista, a Itália, repercutiu mundialmente, devido o grande numero de imigrantes italianos participantes nos atentados terroristas na Europa, durante esse período o trabalhador era visto como marginal e os anarquistas como loucos perigosos, essa visão deturpada do anarquismo ajudou o enfraquecimento do movimento, “Foi assim que se abriu em Roma, em 24 de novembro de 1889, a Conferência Internacional para a Defesa Social contra os Anarquistas. Os vinte e um países participantes decidiram unanimemente que o anarquismo não deveria ser considerado como doutrina política e que os atentados cometidos por aqueles que os assumiam constituíam atos criminosos passíveis de extradição. Contudo, essa vibrante unidade internacional não teve conseqüências concretas. Intensificou-se a cooperação das polícias, mas, na prática, os governos conservaram toda liberdade de extraditar ou não os anarquistas estrangeiros”.
Bom, me empolguei, queria só esclarecer o terrorismo anarquista na visão histórica, pois bem, agradeço pela paciência de ler esse texto que pra muitos deve ser chato, mas criticas construtivas são bem vindas, faço minha as palavras de kropotkin, "As liberdades não se concedem, conquistam-se”.
TERRORISMO ANARQUISTA!
terça-feira, 26 de junho de 2007 |
Postado por
DIMAS
às
12:08
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